Glaucidium

As corujas do gênero Glaucidium são aves Strigiforme da família Strigidae.

Seu nome científico significa: do (grego) glaukidion = diminutivo de glaux = pequena coruja, corujinha.

Provavelmente extinta
A caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), endêmica da Mata Atlântica nordestina, foi recentemente declarada extinta (Pereira et al. 2014; ICMBio 2014).
Desde sua descoberta, a espécie não foi mais registrada. Sua vocalização tem sido experimentada nos remanescentes da região na tentativa de atraí-la, mas apesar de haver comportamento agonístico de outras aves, não houve resposta da coruja.

Glaucidium hardyi - caburé-da-amazônia


  Registros de caburé-da-amazônia no WikiAves

O caburé-da-amazônia mede 20 cm de comprimento. Como as demais espécies do gênero Glaucidium, possui uma “face occipital”, ou seja, olhos falsos na nuca para enganar presas e predadores. Alimenta-se predominamtemente de insetos (gafanhotos, besouros, baratas, etc.).

Faz seu ninho em árvores ocas, em buracos feitos por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. A postura é de 3 ovos, quase redondos.

Vive nas copas das árvores da Floresta Amazônica.

Presente na Amazônia Brasileira.

Glaucidium mooreorum - caburé-de-pernambuco


  Registros de caburé-de-pernambuco no WikiAves

Muito similar a G. hardyi e especialmente G. minutissimum, com pintinhas no alto da cabeça e nuca. Mede em torno de 14 cm. A espécie foi descrita recentemente, em 2002, baseado em dois exemplares taxidermizados da UFPE, procedentes da Reserva Biológica de Saltinho (PE) de 1980. Esta reserva está inserida na APA de Guadalupe onde existem outros fragmentos de mata com uma matriz predominante de cana-de-açúcar, mas existem exceções como plantio de seringueiras. É possivelmente associada ao complexo de espécies de G. hardyi (da Amazônia) e G. minutissimum (principalmente do SE). Possui pequenas diferenças de coloração, morfometria e principalmente de vocalização.

A região onde esta espécie ocorre é uma área de endemismo (Centro Pernambuco) bastante distinta para aves e outros grupos de organismos sul-americanos.
A avifauna endêmica dessa área possui espécies ou subespécies que têm os táxons mais próximos ou na Amazônia ou na Mata Atlântica ao sul do Rio São Francisco. Esses fatores ajudam a indicar que a área poderia ser, no passado, um “refúgio”, onde a mata manteve-se presente durante os períodos mais secos do Pleistoceno, criando “ilhas” onde a fauna e flora evoluíram em condições únicas.

A nova espécie está aparentemente à beira da extinção. Sua pequena área de ocorrência é caracterizada principalmente por pequenos fragmentos florestais. Um planejamento biorregional envolvendo a restauração de floresta em áreas críticas e o estabelecimento de corredores ecológicos para conectar os poucos fragmentos remanescentes é sugerido como melhor estratégia.

Nada se sabe até o momento sobre seus métodos reprodutivos, mas, como outros Glaucidium, deve nidificar em cavidades naturais em árvores, como em ninhos abandonados de pica-paus.

Até o momento encontrada apenas na região dos municípios de Rio Formoso e Tamandaré - PE. Em municípios próximos à Rebio de Saltinho algumas espécies de aves (Xiphorhynchus atlanticus, Chlorophanes spiza, Icterus pyrrhopterus) responderam de forma agonística ou assustada ao playback, porém não houve registro da espécie.

Glaucidium minutissimum - caburé-miudinho


  Registros de caburé-miudinho no WikiAves

O caburé-miudinho é uma das menores corujas. É quase do tamanho de um pardal, chegando a medir 14 cm.
Uma característica que diferencia o caburé (Glaucidium brasilianum) do caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum) é que o primeiro possui estrias na testa, enquanto o outro possui pintas.
A vocalização também é muito diferente, o que facilita na identificação, já que ambas as espécies podem ocorrer no mesmo local.

Caça outras aves, lagartos e pererecas. Predominam os insetos (gafanhotos, besouros, baratas, etc.).

A postura é de 3 ovos, quase redondos. As corujinhas caburés do gênero Glaucidium utilizam ocos para reprodução e muitas vezes utilizam cavidades escavadas por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. (Sick, 1997,Gerhardt 2004).

Ocorre da Bahia a Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso, onde há mata atlântica e mata de ocorrência local, chegando ao Paraguai.

Glaucidium brasilianum - caburé


  Registros de caburé no WikiAves

Medindo cerca de 16,5 centímetros, a corujinha-caburé é tão pequena quanto um pardal e sem dúvidas uma das menores corujas do mundo. Possui duas colorações de plumagem, como em outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, onde a cauda é da mesma cor e quase não se distingue as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Pesa cerca de 63 gramas.

Uma característica que diferencia o caburé (Glaucidium brasilianum) do caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum), é que o primeiro possui estrias na testa, enquanto o outro possui pintas.
Faz ninho em buracos de árvores e cupinzeiros.
Põe de 2 a 5 ovos brancos.

Comum em bordas de florestas de terra firme e de várzea, cerrados e campos com árvores. Ativo tanto durante o dia quanto à noite. Possui um desenho na parte de trás da cabeça em forma de uma face falsa, mais vistosa do que a verdadeira, e visível somente quando inclina a cabeça para baixo. Com isso, o caburé engana perfeitamente tanto as aves como homens. O macho é menor do que a fêmea. Canta frequentemente durante o dia.

Todo o Brasil e dos Estados Unidos e México à Argentina e norte do Chile.

Referências